terça-feira, 1 de março de 2011

De gênio a ingênuo...

Olá cafeinados!
Nós últimos dias tenho dado uma de filosofa, resolvi buscar uma inspiração para escrever sobre o tempo e a eternidade. No final das contas, acabei lendo um texto que nada tinha haver com o assunto. De qualquer forma, como toda filosofa que se preze divaguei, mudei de assunto completamente.

Como vejo o mundo, tudo culpa desse livro maldito de Albert Einstein.
Uma obra literária da qual chamou minha atenção, devido ao seguinte trecho em que fiquei extremamente fascinada - sim, fiquei com cara de babaca por alguns segundos:
"Recuso-me a crer na liberdade e neste conceito filosófico. Eu não sou livre, e sim às vezes constrangido por pressões estranhas a mim, outras vezes por convicções íntimas. Ainda jovem, fiquei impressionado pela máxima de Schopenhauer: "O homem pode, é certo, fazer o que quer, mas não pode querer o que quer"; e hoje, diante do espetáculo aterrador das injustiças humanas, esta moral me tranquiliza e me educa. Aprendo a tolerar aquilo que me faz sofrer. Suporto então melhor meu sentimento de responsabilidade. Ele já não me esmaga e deixo de me levar, a mim ou aos outros, a sério demais. Vejo então o mundo com bom humor. Não posso me preocupar com o sentido ou a finalidade de minha existência, nem da dos outros, porque, do ponto de vista estritamente objetivo, é absurdo. E no entanto, como homem, alguns ideais dirigem minhas ações e orientam meus juízos. Porque jamais considerei o
prazer e a felicidade como um fim em si e deixo este tipo de satisfação aos indivíduos reduzidos a instintos de grupo."
A lógica desse texto me impressionou, pois, estamos sempre tão ocupados pensando na felicidade, na busca por algo novo que nos satisfaça.
Pensamos demais no amanhã, no que acontecerá, ou não. Acabamos deixando de viver nossa realidade, deixamos de realizar nossos sonhos / metas. Que sim, apesar de parecerem difíceis de serem realizados, com muito esforço, dedicação e força de vontade conseguimos qualquer coisa.
Talvez a forma mais fácil para concretizar um sonho, não seja há mais agradável. Mas sem dúvida alguma, é a forma mais completa para se sentir feliz - se é que existe a felicidade.
São dilemas em cima de dilemas, é como se Einstein possuísse o poder de despertar diversas questões fundamentais, das quais, não tomamos consciência em nosso dia-a-dia.
Perceberam quantas questões é possível relacionar em um único artigo, sobre o que é liberdade, ou a falsa ideologia do que é "ser livre"?
Depois disso tudo, deixo a seguinte pergunta a vocês:

Um gênio louco e disléxico, ou apenas ingênuo doente tentando dispertar na humanidade à vontade de viver?

Beijos cafeinados e disléxicados da Pri Viotto.

Fonte: Eterno Como Sempre e Scribd

Um comentário:

  1. Vou me limitar a dizer que gostei do post.

    caso contrario começarei a escrever sobre o tema, começando a dizer que "tempo" não existe. mas como o espaço aqui ficará pequeno para essas questões filosoficas, apenas digo que gostei.. rsrs

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