sábado, 8 de janeiro de 2011

Consumo desenfreado

A pergunta é: você é um consumidor ou um consumista? Sim, os dois “nomes” referem-se a coisas distintas. O consumo é necessário para a sobrevivência. Ou você vive sem atender as suas necessidades alimentares, de moradia, de vestimentas e etc? Não (somente se alimentando até vive, mas não em condições ideais). Já o consumismo diz respeito ao consumo exagerado. Há o exemplo de consumo dos Estados Unidos: “Vamos às compras, baby... mesmo sem precisar de nada”. 


Os cidadãos estadunidenses consomem desenfreadamente, por isso, lá é muito comum encontrar televisores, computadores e outros aparelhos novinhos nas lixeiras. Os produtos são descartáveis. Podemos visualizar está cultura consumista observando as recomendações do presidente da época, o Bush, quando o país estava em estado de choque, após o ocorrido de 11 de Setembro de 2001. Ele poderia sugerir várias coisas, como rezar e ter esperança, mas ele disse: “FAÇAM COMPRAS”. E o que levou os Estados Unidos se tornar a nação do consumo não foi algo do “destino”, que ocorreu por acaso.  Não, há toda uma história por trás disso.  Logo após a 2ª guerra mundial, os estadunidenses estavam tentando encontrar uma forma de alavancar a economia do país. Victor Lebow, um analista do varejo, encontrou uma solução que se tornou regra para todo o sistema: "Nossa economia, altamente produtiva, exige que façamos o consumo o nosso meio de vida, devemos converter a compra e o uso desses bens em rituais, que busquemos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego em consumo. Precisamos ter coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas de modo mais e mais acelerado.” O líder dos conselheiros econômicos do presidente Eisenhower disse: "o objetivo último da economia americana é produzir mais bens de consumo". Claro, super “digno”. O objetivo principal a longo prazo do país não tem nada a ver com oferecer planos de saúde, educação de qualidade ou desenvolvimento sustentável (alguma semelhança com um outro país que conhecemos muito bem?). Diante a esse conceito de consumo e a globalização, vende-se a falsa idéia de que para ser feliz é necessário consumir muito... Ter produtos e acessórios descolados, modernos e da moda. Formam-se consumistas, não cidadãos. Infelizmente, o consumismo não é algo que ocorre somente nos EUA. Outros países, incluindo o nosso “querido, salve salve” Brasil, também incentivam o consumo exagerado em busca de status social. 

Observem que a expressão do "fracassado" é bem mais feliz =D

Em conversas rotineiras, é muito comum ouvir alguém dizendo que esta “com a corda no pescoço”, muito endividado, com o CPF incluso no SPC Serasa (o famoso “nome sujo na praça”) e o caramba.  Aí as pessoas dizem: “pobre que é pobre sempre está endividado”. Não, as coisas não são exatamente assim. Muitas vezes, isso ocorre devido a nossa sociedade valorizar muito mais o ter do que o ser. A população é incentivada a comprar mais e mais. Não importa se há condições ou não, o importante é ter. Quem se veste de acordo com a moda e possui produtos e acessórios de última geração é visto como um cara “foda”, o “bonzão”. 

Os meios de comunicação, não só no Brasil e nos EUA, como também em outros países, distorcem fatos e estimulam o desejo por produtos que muitas pessoas não têm condições de obter. A televisão tem a função de entreter e informar, porém não é isso que ocorre na prática. Muitos dos produtos que são anunciados nesse meio de comunicação não são acessíveis, ou realmente necessários, à grande parte da população, porém as pessoas se sentem tentadas a tê-los e passam as suas vidas trabalhando e se endividando para obter os produtos. Vivemos numa sociedade em que o ter é mais importante que o ser.  Muitas pessoas passam as suas vidas preocupadas somente com a aquisição de bens e produtos, assim deixando de lado outras necessidades.

Além do que já foi citado, é importante ressaltar a questão ambiental, as conseqüências nada agradáveis que o consumismo trás para o nosso planeta. Os recursos naturais vêm sendo destruídos para fornecer matéria prima para a fabricação dos produtos. Lembrando que a natureza é degradada o tempo todo, já que os produtos são descartáveis, sempre é preciso fabricar mais e mais para vender mais e mais. Tudo que é produzido em um momento terá que ser descartado, aí se inicia a segunda agressão ao meio ambiente. A quantidade de lixo e entulho produzido vem crescendo de modo acelerado. Não há mais espaço para depositá-lo e o seu acúmulo contamina os solos, rios e mares.

Para melhor entendimento do assunto abordado, eu recomendo que vocês assistam ao vídeo abaixo, que mostra informações mais detalhadas. =)




"Se as coisas foram feitas para serem usadas e as pessoas amadas, então por que amamos as coisas e usamos as pessoas?" Bob Marley. 

Fica a dica: em vez de gastar o seu amado dinheirinho com 922020202039 bugigangas, que em breve estarão ultrapassadas e serão substituídas por 949448494949 produtos mais modernos, invista em você, no seu potencial. Compre somente o essencial para o seu conforto. Procure fazer cursos e buscar novos conhecimentos e aprendizados. Não seja mais um no meio da multidão. Faça a diferença!

Beijos

6 comentários:

  1. Olá Ká Blasques,

    Adorei seu texto, muito bem escrito e direto ao ponto fraco de todos nós - O Bolso.

    Eu por exemplo não sou consumista e sim consumidor, pois meu nome esta "Sujo" e vejo isso de nome sujo como uma coisa boa, assim não gasto com coisas inuteis.

    Você citou uma coisa muito importante, do STATUS, incrivel mais em uma entrevista de emprego se você esta usando uma camiseta Pólo da Lacoste, com certeza você será contratado se na sala tiver alguem com uma "sem marca". (Já fiz esse teste e fui contratado na empresa após a 3ª Entrevista no qual fui com Camiseta e tênis de marca).
    Outro ponto é a questão das pessoas deixarem outras necessidades de lado para o consumo, bem parafraseando "Luiz Carlos Prates":
    - O Miserável compra carro, mais não lê um livro, não estuda. Mora em uma Gaiola que chama de apartamento, mais tem um Carro!

    Você citou outro fato importante, a mídia, a TV. Já reparou que na TV aberta existe muito mais comerciais que os canais fechados? Casas Bahia, Pernambucanas anuncia em Canal Fechado? Não! pois não atinge a população mais pobre. E tem a criança também, é tantos brinquedos, tanta tecnologia e vários comerciais que "Obrigam a criança implorar pelo produto" isso pode ser visto mais no site do Instituto Alana: http://www.alana.org.br

    Poxa, um filme de 21 Minutos? Assim você me quebra heim..rsrs

    Só fiquei com uma curiosidade sobre o texto.
    Quem o escreveu? Seria a "Garota da echarpe verde" do filme "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" rsrsrs

    Até Mais

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  2. Senhor Critico, o vídeo é grande mesmo, mas vale a pena ver, rs

    Bjos

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  3. Eu acho que não gasto muito não.. Sou até calma nessas coisas.. Sorte!

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  4. OI Ká e Meninas.
    O Blog esta shown de bola.
    A materia esta otima e e foi certeira.
    Bjs

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  5. Eu não sou consumista mas fico muito quwrendo ter as coisas. Assis..não sou consumista porque não posso, essa é a veradade.
    Gosto muito de gastar com viagens.
    Na verdade faço as contas..tipo assim..tudo na minha cabeça gira em torno de viagem ou uma roupa.
    Se preciso gastar algum dinheiro já faço o Cãmbio - putz isso é uma passagem pra não sei onde...e por aí vai.
    HOje vou ao shopping, pois preciso de roupa de calor. Não vou para passear no shopping..tenho foco.
    Assim eu espero..
    Enfim..gastarei com moderação.

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  6. Texto muito legal e muito interessante. O vídeo eu vi, a demora vale a pena porque é muitooo bem explicado. A apresentadora realmente consegue te fazer refletir e as animações dão um melhor entendimento para o que a moça explica. No Brasil, o governo Lula fez a inclusão social com o Bolsa Família, que eu particularmente concordo, mas as pessoas não sabem fazer uso deste benefício, daí o apoio de muitos para o fim do auxílio. Creio que a culpa não é do incentivo que o bolsa família traz, mas o incentivo que as pessoas recebem para gastar. Por incrível que pareça, a parte da população que menos tem meios/fundos para gastar, é a parte que mais compra, que mais inventa necessidades e acessórios inúteis. Não culpo a pessoa por tal mania, pois assim ela foi inserida no sistema, então não vai ter outro modo de pensar...Para vocês terem uma ideia do status, parem para pensar na qtidd de pessoas que aceitam adotar animais (ADOTAR VIRA LATA)e a quantidade de pessoas que querem um poodle anão para carregar no braço e fazer compras no shopping. Sim, esta história é real. Por ter uma conhecida que realmente diz isso, optei por dar este exemplo.

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