quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Auto-ajuda, ou destrói?

  Os livros de auto-ajuda deturpam os conhecimentos das ciências humanas, difundem chavões da “psicologia pop” e são nocivos, porque induzem seus leitores a dramatizar problemas, simplificam conflitos e soluções, criam dependência emocional e servem apenas para enriquecer seus autores, que se preocupam só com a autopromoção e os lucros.”

Essas são as acusações do autor Paul Pearsall no seu livro “Seu último livro de auto-ajuda”, do qual já é basicamente uma tiração de "sarro" só pelo título.
Com o passar do tempo, as pessoas tem a tendência de buscar cada vez mais informação. Seja sobre comportamento, desenvolvimento pessoal ou aquelas besteiras tipo, o vídeo do Bial dizendo que você deve usar o “filtro solar”.

A grande questão está na forma como essas mensagens são recebidas por cada leitor. Alguns acreditam  encontrar a salvação em livros de auto-ajuda, já outros pensam não estar desenvolvendo suas capacidades físicas e mentais, apenas limitando seus pensamentos a uma única linha de raciocínio.
Paul Pearsall, levantou essa questão na hora exata. A população está habituada a fazer de seu cotidiano algo irrelevante; acordamos, tomamos café, saímos sempre atrasados, trabalhamos como malucos, voltamos para casa, enfrentamos  o trânsito caótico das metrópoles e quando chegamos em casa simplesmente desabamos no mundo da solidão e melancolia.
Não conseguimos ser 100% sempre, nem tão pouco estarmos felizes a todo instante, e nesse momento surge a auto-ajuda.
Algumas pessoas não possuem tempo suficiente para ir a um psicologo, e nem vontade para isso. Forma simples de resolver tudo, LIVROS DE AUTO-AJUDA.
Será mesmo uma ajuda, ou apenas, o ser humano manipulando o meio onde vive para conseguir enfrentar os obstáculos?!
Mesmo sem perceber, nós (os seres humanos), manipulamos tudo e todos a nossa volta. Seja para vender um produto, defender uma ideia, encontrar soluções práticas, tudo é mutável. Fazemos isso o tempo todo, como forma de fuga, para deixar de pensar no que, nos desagrada e fazer do cotidiano algo, mais feliz.

“Um pessimismo levemente defensivo cai bem na construção da vida boa. Raramente você ficará desapontado e, às vezes, agradavelmente surpreso. A menos que seja do seu perfil tentar sempre pensar positivamente, o esforço é estressante, exaustivo e restritivo"

As vezes a melhor solução para se auto-ajudar, e reconhecer que você precisa de ajuda. E não, afundar -se na solidão.
Essa é a única maneira, o resto que vier é simplesmente o lucro (os autores como Paull agradecem. Porquê mesmo ele não admitindo, está fazendo um livro para lucrar. Então, sua própria frase:  "criam dependência emocional e servem apenas para enriquecer seus autores, que se preocupam só com a autopromoção e os lucros.” é basicamente uma indireta, direta para si.)
Os seres humanos não aprendem mesmo!
Beijos , cafeinados!
Pri Viotto

Fonte:Folha.uol

10 comentários:

  1. Quando eu era adolescente adorava esse tipo de livro, depois percebi que eles não me ajudavam em nada. Não conseguia colocar nada daquilo na minha vida prática. Então passei a detestar esses livros, acho que detestar é forte, passei a ignorá-los e tentar descobrir meu próprio caminho, o que já é bem difícil... rs

    Beijocas

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  2. Pri, quero te fazer um convite. Escrever um post para o meu blog Confissões Ácidas. O tema é livre, só peço que o post não seja muito grande, porque posts grandes, pela minha experiência, poucas pessoas leêm. Me responda se aceita para meu email damadecinzas@gamail.com

    Beijocas

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  3. opá convite aceito :D
    Já enviei meu e-mail até com o curriculo ahahahah

    Fiquei muito feliz :D
    Obrigada, Dama. Não sei, nem o que dizer.
    To sem palavras. :D

    Olha quantas carinhas felizes ":D"

    bjss
    Obrigada novamente!

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  4. Belo texto. Já tá ficando chato dizer isso toda hora...hahahahha.

    Creio que o que mata o ser humano, não é só a melancolia e a solidão, também a droga da monotonia. Como você mesmo expressou, a monotonia nos impede de atuar de modo relevante. isso é triste.

    É o velho ciclo: Nasce - cresce - estuda - se forma - trabalha - casa - tem filhos - se divorcia - envelhece sozinho - e morre, sem ter feito nada do que gostaria de ter feito.

    E os livros de auto-ajuda? Estão na estante.

    Lamentável.

    Beijão Pri.

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  5. Pri,
    livros de auto-ajuda servem para deixar as pessoas cada vez mais robotizadas.
    Está faltando " espiritualidade" e sobrando " futilidade"...enfim....
    Beijos e ótimo 2011.
    Celamar ( Gy...rsrsr )

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  6. Bom o artigo!
    Eu detesto livros de auto ajuda. Temos que pedir 'ajuda' e opiniões para pessoas em quem confiamos e que nos conhece. Livros assim são formas de lucrar rsrsrs

    Ótimo dia pra vocês!
    ;*
    Marina

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  7. Eu já li um bocado de livros de auto ajuda. Na verdade tem um em baixo do meu travesseiro.
    Eu só acho uma coisa ruim. Muitas pessoas devoram livros de auto ajuda e querer colocar em prática tudo que leu. Só esquece que somos pessoas diferente, com personalidades diferentes, e que nem tudo que está ali vai dar certo para nossa vida.
    Nisso muitas pessoas se frustram achando-se incapazes de mudar suas vidas, pois não conseguem colocar em prática todas as 1001 dicas para serem felizes.
    Beijos

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  8. Gostei do texto.
    Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que não “saio sempre atrasado” até chego 30 Min antes no trabalho. Rsrs
    Acho que a autoajuda vem sendo divulgada desde o inicio da humanidade. Lembro-me de o Oráculo dizendo ao Neo em matrix:
    - A Resposta esta dentro de você Neo.
    Tanto que a própria filosofia, já dizia no Oráculo de Delfos: “Conheça-te a ti mesmo”.
    Bom, existem milhares de livros de autoajuda, estamos cercados pela autoajuda, esse texto mesmo é uma autoajuda.
    O mais engraçado é sempre os comentários dizendo que não gostam de autoajuda, mais lêm a Bíblia certo? Que é o maior livro de autoajuda de todos os tempos.
    Gostei do texto, e sim, leio autoajuda, depois uso o conteúdo dos livros com as pessoas e assim me passar como uma pessoa inteligente. rsrs

    Beijos e até mais.

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  9. Concordo em partess...
    acho que a função do livro de auto ajuda pode ser vista de vários ângulos. A pessoa é quem sabe o motivo por estar lendo aquele tipo de livro. Muitos autores amam criticar Paulo Coelho, mas pensando bem...é ele quem fez o sucesso internacional com os próprios livros de auto ajuda. Então é aquela coisa...se todos adoram e alguns criticam...estes alguns devem ver o que acontece para que auto ajuda seja um fenômeno. Há livros como "quem mexeu no meu queijo" que passam da simples auto ajuda. Alguns autores como Augusto Cury também fogem da simplicidade da auto ajuda. Acho que o povo gosta de auto ajuda mas tem vergonha de dizer que gosta, sendo que a vergonha seria não ler nada. Não defendo por amor a esta leitura, mas também não critico porque livros de auto ajuda podem dar resultados significativos se a pessoa souber levar como base para descobrir mais no mundo dos livros. Paulo Coelho muito me ajudou a entrar para outras leituras, entender Lippmann não seria tão simples se um dia eu não tivesse passado por Paulo Coelho e outros... de auto ajuda, de adolescente, de aventuras bobas e etc...

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