sábado, 25 de dezembro de 2010

Contos de sabedoria!

Olá Cafeinados, como está sendo o Natal de vocês?!
Eu espero que bom, e claro, com muitos presentes \o/  E para descontrair todo esse clima de comida, presentes, criança correndo pela casa e chorando. Hoje resolvi falar sobre uma variação da literatura (se é que podemos chamar assim), algo que para muitas pessoas é considerado "coisa de criança" : Os contos.

Não estou falando de conto de fadas, mas sim da narrativa em prosa, que na maioria das vezes são pequenos textos com algum sentimento ou ensinamento para transmitir ao leitor. Isso não caracteriza uma leitura para crianças, falo isso por experiência própria.
Estou eu, feliz e sorridente curtindo meu conto e uma criança de 07 anos, resolveu me questionar sobre o assunto: 
- Mas isso não é coisa para criança!? (a cara dela foi a pior, basicamente expressava a seguinte frase: -Você é bobinha né?)
Acredito eu, que os pais hoje em dia ensinam os seus filhos, a como ser um adulto precoce.  A menina não curte contos, apenas Barbie, a Princesa da ilha! (Deprimente) Nenhuma de minhas explicações foram suficientes, para que essa criança entendesse o significado dos contos. Eu desisti, e me senti uma idiota.

Mães do meu Brasil Baronil, por favor tirem aquele jogo de maquiagem do quarto de suas filhas, sem Barbie por um mês, se possível para sempre! Uma mulher que conquista uma casa na praia, sem trabalhar, concerteza tem algo errado com ela.

Agora, eu pergunto a vocês: -Existe algo que seja feito para crianças nos dias atuais? Desenhos animados, livros, filmes, tudo hoje em dia é feito para agradar as massas. Não importa se você é criança ou adulto, você é consumista então tá na lista.

Um exemplo clássico é o cinema, que mantém alguns filmes com classificação livre, esperando atingir todo o tipo de público, as vezes não dá certo, mas eles tentam. Up Altas Aventuras é um filme feito para crianças, mas que adultos, jovens e velhos acabam se apaixonando. Por esses e outros motivos, gostaria de dividir esse texto com vocês, escrito por Samila para o site O Nerd Escritor.  O conto é quase uma brincadeira com as palavras e os sentimentos, do início ao fim. Se parar para analisar o texto, verá que é uma lógica bem simples, destruímos os sentimentos um a um, para no final encontrar o motivo de toda a existência. Para não estragar a surpresa, leiam e descubram qual é o motivo.

Beijos, Pri Viotto!

Estão mortas.
Todas elas.
Não se sabe ao certo como aconteceu, como começou, como de fato se deu. Algumas simplesmente sumiram, outras se afogaram em um mar de esquecimento. Podem ser nomeadas algumas que foram brutalmente assassinadas, mas a maioria provavelmente padeceu ante uma terrível e misteriosa doença. As mais sortudas morreram de maneira rápida, como se uma lâmina cortasse facilmente todo o desespero.
As últimas se suicidaram.
Difícil dizer qual delas foi a culpada, qual foi a mais fraca, qual faz mais falta.
Mais difícil ainda é dizer qual delas sofreu mais antes de encontrar seu fim.
A Beleza foi a primeira vítima notável, morrendo aos poucos, indefesa ante aos poderes da Temporalidade. Levou consigo a Auto-Estima, ambas doentes, coitadas, tão fracas e tristes. A Esperteza, apesar de todo seu tino, também não resistiu, e envolvendo-se com a venenosa Melancolia, perdeu todo seu brilho. A Criatividade foi sepultada ainda viva, e lá, debaixo da terra, sufocou-se na Nostalgia até desfalecer.
A Humildade, que a princípio se fortaleceu para lutar contra a Desgraça, sumiu pouco depois, provavelmente engolida pela Auto-Piedade. A Fé brigou, lutou, resistiu. Mas no final foi morta rapidamente sem poder sequer se despedir de sua grande amiga Misericórdia. A Desesperança havia se mostrado uma inimiga fatal para ambas.
A Mão não tardou a perder a Força, nem conseguiu mais nem achar a Intimidade que a ligava à Caneta. As Idéias, tão engenhosas irmãs, não tardaram a notar o caos que se formava, e por isso trataram de fugir. Talvez um dia tudo melhorasse, voltasse a ser como era antes, e então pudessem novamente brincar com a prima Alegria. Desesperadas e aflitas, todavia, não conseguiram seu intento: quando deram por si, haviam sido capturadas e assassinadas pela Revolta.
A Face então banhou-se em sangue. A Boca chamou a Palidez para junto de si. As Pernas foram invadidas pela Lembrança da Fraqueza. A Cabeça girou. A Paralisia tomou conta de todas as demais, e a Água adentrou as Narinas.
A Amargura, a única que havia conseguido se manter até então, foi enfim embora.

Ela tinha que acompanhar a Morte.

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