terça-feira, 12 de outubro de 2010

The Devil Wears Prada

O Diabo Veste Prada é um filme muito bom e não deve ser classificado como apenas um meio de entretenimento, pois a história de Andy proporciona a reflexão de uma questão muito atual: até que ponto vale a pena abrir mão de nós mesmos em nome de algo que queremos?  E se nos perdemos de nós mesmos, de quem realmente somos?

O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, em inglês) é uma adaptação cinematográfica do livro com mesmo título da escritora Lauren Weisberger.  O filme mostra a história de Andy (Anne Hathaway), uma jornalista recém formada, que busca um trabalho, em que possa realmente escrever, mas enquanto não consegue prestigio para tal, acaba caindo, quase que de paraquedas, em uma conceituada revista de moda, a Runway. Andy não era ligada em assuntos de moda e, antes de ser chamada para o processo seletivo, nunca tinha ouvido falar da revista Runway, mas aceita o emprego para adquirir experiência e depois conseguir algo que realmente atenda as suas expectativas. Andy é contratada como segunda assistente da editora chefe da revista, a exigente Miranda Priestly (Meryl Streep). Andy é constantemente repreendida por Miranda pelo motivo de nem sempre conseguir atender as suas exigências absurdas. Além disso, todos na Runway olham Andy com um certo descaso por ela não se vestir de acordo com as tendências da revista. A principio, Andy encara o emprego como apenas uma etapa de sua vida e não pretende mudar o seu comportamento ou estilo por causa do trabalho. O ritmo de trabalho na Runway é muito acelerado e Miranda pede coisas praticamente impossíveis, muitas vezes, não permitindo que as suas assistentes tenham vida pessoal. O celular de Andy toca em qualquer hora, momento ou lugar. Não há um período de descanso, pois sua chefe sempre liga nos momentos mais impróprios, fora do horário de trabalho, pedindo para que ela faça algo. No decorrer da história, Andy vai se transformando, deixando de ser quem realmente é. Ela passa a se vestir de forma elegante e a se comportar de modo diferente, deixando de lado os seus valores e filosofias de vida. Andy deixa de dar atenção ao seu namorado e amigos, pois nunca tem tempo disponível para eles. E passa grande parte do filme se desculpando, dizendo que não teve escolha.  Somente no final da história que Andy se dá conta de si mesma, da mudança radical que ocorreu. A outra assistente de Miranda, Emily (Emily Blunt), passa o filme inteiro ansiosa para chegar o dia de um evento de moda em Paris, em que irá acompanhar a sua chefe. Entretanto, Miranda, dias antes do evento, decide não levar mais Emily, pois, a esta altura, ela pensa que Andy é mais competente. Miranda convida Andy e ela aceita. Emily fica muito chateada e vê isso como uma traição.  Numa conversa com Miranda, em Paris, Andy critica a chefe por ter sabotado a promoção de um colega de trabalho e Miranda diz que fez isso para salvar a si mesma e completa dizendo que Andy fez algo parecido com a Emily.  Andy, por sua vez, diz que não teve escolha. E Miranda lhe diz que não existe isso de “não tive escolha”, as pessoas são livres para escolher e escolhem o tempo todo. A partir daí, Andy percebe que tudo é uma questão de escolha.  E se vê num empasse: escolher entre deixar definitivamente pra trás quem ela realmente é, os seus valores e filosofias de vida, ou ser a “verdadeira Andy”. Andy opta pela segunda opção.

É interessante observar que a história nos mostra que sempre estamos escolhendo e que não podemos responsabilizar as outras pessoas por nossas escolhas e decisões. Muitas vezes, passamos pela vida apenas “seguindo em frente” sem pararmos para questionar e avaliar se é aquilo que queremos, se é o certo a se fazer e etc. Nós somos livres e podemos escolher. Todos os caminhos têm os seus pontos positivos e negativos. Devemos refletir e descobrir qual caminho melhor corresponde aos nossos desejos, expectativas e motivações. A personagem central do filme abriu mão de si mesma (de seus valores e filosofias de vida) para seguir um caminho que não correspondia realmente aos seus desejos. O que era pra ser apenas uma etapa que iria levá-la até o seu objetivo se transformou em algo que fugiu do seu controle. Andy não era feliz trilhando aquele caminho, mas nada fazia para mudar a situação. Apenas repetia: “não tive escolha”. Felizmente, no final, ela se deu conta que as coisas não tinham que, necessariamente, ser daquele modo e, finalmente, tomou as rédeas de sua vida, indo atrás daquilo que realmente a satisfazia.

Se você ainda não assistiu este filme, eu o(a) convido para assistir. E se você já assistiu,  eu o(a) convido para assistir novamente com um olhar reflexivo ;) Vale a pena! =D 

Outro ponto que me chamou a atenção no filme foi a trilha sonora que é muito boa! (trazendo canções de artistas como: Madonna, U2, KT Tunstall e etc.) Além disso, eu não poderia deixar de perceber que o figurino das personagens é composto de roupas muito lindas, chics e atuais (adoooroo haha)

PS: Claro, lembrando que, cada um tem um gosto e estilo, e não é só pq está na moda que vc é obrigada a gostar ou usar! SEJA VOCÊ, acima de tudo! Confira abaixo alguns dos looks do filme:

4 comentários:

  1. Eu já assisti e amo esse filme! E a trilha sonora é perfeita! Bju

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  2. Eu adoro o filme, a trilha, o figrino, tudo.
    Queria que meu marido tivesse lido esse texto... porque eu vi o filme jundo dele e toda hora ele dizia que não acreditava que eu gostasse de um filme tão fútil. Homens!

    AbraçoZZz

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  3. Adoro esse filme! Sempre que pego ele passando, vejo de novo e de novo... rs

    A interpretação da Meryl Streep está fantástica!


    Beijocas

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  4. Sem dúvida é um ótimo filme. O preconceito que os homens tem com esse tipo de filme, talvez se deva ao fato de não existir a exaltação masculina nele.
    No filme é tratado apenas de conceitos que nós mulheres damos valor, os homens são vistos apenas de segundo plano. Como exemplo podemos usar o namorado de Andy, que frustra-se ao perceber que ela dá mais valor a sua carreira profissional e reconhecimento do que ao amor e dedicação dele.
    No final sempre acabamos pensando com o coração e jogando tudo para o alto, é a vida. Fazer o que.

    Homens, não sejam preconceituosos com filmes de mulherzinha. Eles fazem parte de suas vidas!
    E nós também ahahahah

    Mais alguém assim como eu tá louca para ver Comer, rezar e amar??

    Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii...quero muito!
    Bjss

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